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Maple Bear: formando jovens cidadăos em um contexto global



Na Maple Bear, formamos cidadãos preparados para os desafios globais. E ficamos muito felizes e orgulhosos em colaborar com trajetórias como a do Bruno, que, apenas aos 3 anos de idade, se mudou com a família para Winnipeg, no Canadá. Mesmo tão jovem, a adaptação do Bruno a uma nova rotina foi um sucesso. Para entender como foi esse processo e também para termos notícias de nosso querido ex-aluno, fomos conversar diretamente com a sua orgulhosa mãe, Vanessa Alencar.

 

Como tem sido a adaptação dele em relação à cultura e à linguagem no Canadá?

Chegamos em Winnipeg no dia 28 de dezembro de 2016 e em 13 de janeiro de 2017, Bruno estava indo para o seu primeiro dia de aula. Na primeira semana ele ficava apenas três horas na aula e costumo dizer que ele estava em “lua de mel” com a escola, brinquedos, professora e amigos novos. Por isso, não deu o menor trabalho, mas não nos contava muita coisa de como foi o seu dia.

Na segunda semana, acredito que a ficha dele caiu, a saudade começou a bater e ele percebeu que os amigos e as professoras da Maple Bear que ele tanto amava não estavam naquela escola e essa semana foi bem difícil para nós. Ele chorou todos os dias quando o deixávamos na escola. Era um choro sentido e ele dizia que não queria ficar e foi bastante estranho, ainda mais que não tivemos essa experiência de recusa quando ele estudou na Maple Bear, que foi a primeira escola dele.

Nessa mesma semana, ele começou a nos contar como estava sendo o seu dia. Ele dizia que as professoras não ajudavam e não escutavam o que ele dizia. Depois de tantas conversas, tanto com ele quanto com as professoras, percebemos que o problema era a comunicação. Ele estava tentando se comunicar em português e como elas não entendiam, ele não se sentia acolhido. Quando percebemos isso, as coisas melhoraram consideravelmente. Explicamos para ele que as professoras e os colegas não entendiam português e que ele precisava falar em inglês com eles e no dia seguinte já melhorou bastante. Me lembro que a professora veio me falar morrendo de rir que na parte da manhã o Bruno falou com ela em português e na parte da tarde em inglês.

No dia seguinte ele já começou a se comunicar apenas em inglês e, depois desse dia, acabou o choro para entrar e ele voltava para casa contando tudo que tinha acontecido. Hoje, ele fica na escola de 9h até 17h. Adora as professoras, diretores e os amigos. Tem dia que é difícil levá-lo embora para casa, porque não quer sair da escola. Já percebemos nele pequenos sinais da cultura canadense como aprender a ter autonomia e ser independente em algumas atitudes e escolhas e isso só nos enche de orgulho.

Olhar para trás e ver que nosso pequeno passou por uma mudança tão brusca como essa na vida e que conseguimos enfrentar juntos e resolver, é muito gratificante. Hoje ele está super adaptado e brinca sozinho em casa o tempo todo em inglês. Junto com outras crianças, ele não se aperta: cantam e conversam em inglês o tempo todo. Mas nossos diálogos são sempre em português, pois achamos extremamente importante manter a nossa língua materna viva.  

 

Você acha que ele ter estudado na Maple Bear ajudou de alguma maneira?

Esse primeiro ano escolar do Bruno na Maple Bear, foi fundamental para essa boa adaptação dele. Desde bebê, o expomos muito ao inglês, com desenhos, música e livros. Ele chegou até a ter professora particular que brincava com ele só em inglês quando ele tinha 8 meses até 1 ano e 8 meses. A Maple Bear teve um papel único nessa história, não só pela língua inglesa que já foi fundamental, mas pela metododogia de ensino que foi um ponto muito importante. Ele não teve surpresas com a forma de ensinar e com a rotina em sala de aula aqui no Canadá, que ele já conhecia muito bem e o ajudou a passar por esse turbilhão de mudanças.

Outro dia, o pai dele esqueceu de deixar o almoço do Bruno na escola e quando voltou, olhou pela porta e viu todas as crianças, inclusive o Bruno em volta da mesa se divertindo vendo a professora fazer um cup cake e lembrou na epoca da Maple Bear quando a Ms. Mari fazia a cooking class com os alunos e eles adoravam.

A equipe da Maple Bear já sabia que viríamos para o Canadá e cuidou do nosso caso com todo o carinho, Ms. Mari, Ms. Lu e Ms. Lutt foram anjas que cuidaram do Bruno e até de mim enquanto o pai (Daniel) já estava no Canadá e ficamos separados por quatro meses. Ms. Mari me ajudou com uma série de dicas para minimizar a dor pela ausência física do pai e foram dicas valiosas demais. Bruno foi bastante acolhido tanto pelos amigos quanto pelas professoras. 

 

Maple Bear: Forming Young Citizens in a Global Context

At Maple Bear, we form citizens prepared for the global challenges. And we are very happy and proud to have contributed to trajectories such as Bruno’s, a former student who moved to Winnipeg (Canada) at just the young age of 3. Despite being so young, Bruno’s adaptation to the new routine was a success. To understand how this process took place and to hear some news about our dear former student, we had a conversation with his proud mother Vanessa Alencar.

 

How did Bruno adapt to the culture and language in Canada?

We arrived in Winnipeg on December 28th, 2016, and on January 13th, 2017, Bruno was going on his first school day. On his first week, he would stay three hours at school and I used to say that he was on his “honeymoon” with the school, toys, teacher and new friends. Because of that, he didn’t have any problems, although he wouldn’t tell us much about his routine. 

I believe that the penny dropped on the second week, when he started to realize that his former Maple Bear friends and teachers, whom he loved, weren’t at that school and that was a tough week for us. He would cry every day when we left him at school. It was an emotional crying and he would say that he didn’t want to stay at school. We found that odd, because we hadn’t face this refusal experience when he was studying at Maple Bear, his first school.

On that same week, he started to tell us about his routine. He would say that the teachers weren’t helping him out or listening to him. After talking a lot with him and his teachers, we realized that the problem was communication. He was trying to communicate in Portuguese and because they wouldn’t understand him, he felt unwelcomed. When we realized that, things improved considerably. We explained to him that his teachers and colleagues don’t understand Portuguese and that he needed to speak English with them. The day after, he had already made improvements. I remember the teacher laughing out loud, telling me that Bruno was speaking Portuguese in the morning and English in the afternoon.

The next day, he started communicating in English only and after that the crying stopped and he would come home telling everything about his day. Currently, he stays in school from 9:00am to 5:00pm. He loves the teachers, principals and friends. Sometimes it is difficult to take him home, because he doesn’t want to leave school. We are already noticing some Canadian cultural traits growing in him, like learning to have autonomy and being independent in some behaviors and choices. This makes us really proud. 

To look back and realize that our little man has gone through such drastic changes in life and that we were able to overcome them together is really rewarding. Today he is fully adjusted and plays all the time in English. When with the other kids, he doesn’t shy away: they sing and talk in English all the time. Despite that we always speak Portuguese, because we believe it is extremely important to keep our native language alive.   

Did the fact Bruno studied at Maple Bear help, somehow?

Bruno’s first school year at Maple Bear was crucial for his adaptation. Ever since he was a baby we exposed him to lots of English, with cartoons, music and books. He even had a private teacher who played with him in English from when he was 8 months until he was 1 year and 8 months. Maple Bear played a unique role in this story, not only because of the English language, which was essential, but also because of its educational methodology, which was a crucial point. He didn’t have any surprises regarding the teaching and classroom routines here in Canada, because he was already familiar with them and that helped him overcome a lot of changes.

The other day, his father forgot Bruno’s lunch and when he came back to school he peeked through the glass window at the door and saw all the kids, including Bruno, around the table having fun as they watched the teacher making cupcakes. It reminded him of the Maple Bear times, when Ms. Mari used to teach cooking classes the students loved.  

The Maple Bear team knew we were moving to Canada and took the best care of our case. Ms. Mari, Ms. Lu and Ms. Lutt were like angels taking care of Bruno and even myself when his father Daniel had to move to Canada before us and we were apart for four months. Ms. Mari helped with lots of advice to soothe the pain caused by his father’s absence. And those were valuable pieces of advice. Bruno felt very welcomed by his friends and teachers.

 

Bruno com os pais, Daniel e Vanessa

 

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